Plano de trabalho

1. O Grupo de Trabalho (GT) organizou o VIII Seminário de Demografia dos Povos Indígenas: Saúde, Território e Ambiente nas instalações do IBGE, no Rio de janeiro, entre 26 e 28 de agosto de 2015, que contou com o apoio da ABEP, do IBGE e da FAPERJ, reunindo estudantes de pós-graduação, pesquisadores brasileiros e de outros países com produção na área. Foi realizado em parceria com a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). O seminário teve como finalidade aprofundar a demografia indígena nos seus diversos campos de conhecimento, continuar estreitando as relações entre a demografia e a antropologia e tratar de novas abordagens proporcionadas pelos resultados do Censo Demográfico 2010 através da investigação do pertencimento étnico, lingüístico e das Terras Indígenas como novo recorte territorial. 

2. Em parceria com o Comitê Editorial da Revista Brasileira de Estudos de População (Rebep) da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep) foi aberta chamada para submissões com vistas à publicação de um número temático sobre o tema “Demografia, Saúde e Condições de Vida dos Povos Indígenas: Perspectivas Contemporâneas”. Pretende-se que o fascículo temático inclua contribuições sobre os mais diversos aspectos da demografia indígena, tais como: análises sobre a demografia histórica da população indígena; investigações comparativas de dados demográficos gerados a partir de estudos de comunidades com aqueles oriundos de pesquisas nacionais, como os censos demográficos; aspectos populacionais das territorialidades indígenas, tanto em contextos rurais como urbanos; análises voltadas para aprofundar os conhecimentos sobre categorias de recorte antropológico recentemente incluídas nos censos demográficos latinoamericanos, incluindo o brasileiro, e específicas para os indígenas, como pertencimento étnico e línguas faladas nos domicílios; análises comparativas da demografia da população indígena no Brasil com aquela de outros países, em particular da América Latina; investigações sobre os padrões de desigualdade das condições de saúde de indígenas e não-indígenas, incluindo o processo de transição epidemiológica, marcado por forte crescimento na morbi-mortalidade por doenças crônicas não-transmissíveis; implicações das informações de população no planejamento, implementação e análise dos impactos das políticas públicas (saúde, educação, território, ambiente, entre outras). 

3. Participação da Coordenação do GT no 11o. Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva “Saúde, Desenvolvimento e Democracia: o desafio do SUS universal”, realizado entre 28 de julho e 01 de agosto de 2015 na Mesa Redonda “O que o Censo Demográfico 2010 nos informa sobre a Saúde Indígena?”, coordenada por  Ana Lucia Escobar (Universidade Federal de Rondônia) e tendo como palestrantes Ricardo Ventura Santos (ENSP/Fiocruz e Museu Nacional/UFRJ), Nilza de Oliveira Martins Pereira (IBGE) e  Thatiana Regina Fávaro (ENSP/FIOCRUZ). A mesa foi uma iniciativa do GT de Saúde Indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) em parceria com o GT de Demografia dos Povos Indígenas da ABEP.

4. Com vistas à realização do VII Congresso da Associação Latino-Americana de População e o XX Encontro Nacional de Estudos Populacionais, na cidade de Foz do Iguaçu (Paraná/ Brasil), em outubro de 2016. O Grupo de Trabalho (GT) fez uma previsão de 3 mesas redondas (“Demografia étnica e linguística dos povos indígenas”; “Urbanização dos povos indígenas na América Latina: Desafios para as políticas públicas” e “Interculturalidade, direitos e territórios de populações tradicionais na América Latina”)   e 7 sessões temáticas (“Questões metodológicas no estudo da mortalidade em povos indígenas”; “Mobilidade da população indígena na América Latina”; “Fecundidade e saúde reprodutiva de populações tradicionais”; “Desigualdade e vulnerabilidade das populações indígenas”; “Visibilidade dos povos tradicionais nas estatísticas oficiais”; “Saúde indígena e desigualdades na América Latina: Cenários atuais” e “Vulnerabilidade socioambiental das populações tradicionais”).

 

 

 

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