Obras viárias da Copa e Olimpíada contribuíram pouco para melhoria do transporte do Rio, aponta Ipea.

Estudo mostrou que aumentou a desigualdade social no acesso a transporte público de qualidade. Tarifas caras contribuem para a baixa demanda dos serviços.

As obras de infraestrutura de transportes feitas no Rio para a realização da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, pouco impactaram a vida da população da cidade. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com o levantamento, a crise econômica, o alto custo das passagens e a falta de integração tarifária ajudam a explicar a baixa demanda em relação aos meios de transporte construídos para estes eventos.

“Os investimentos por conta da Copa e das Olimpíadas que poderiam reverter a situação, ou pelo menos amenizar a situação, na verdade acabaram reforçando essa desigualdade uma vez que os investimentos foram feitos justamente nas regiões de classe média, ocupadas majoritariamente por pessoas da classe média e classe alta”, apontou Rafael Pereira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea.

Segundo a pesquisa, a Transolímpica, via que liga Deodoro à Barra da Tijuca, na Zona Oeste, por exemplo, não teve nenhum efeito significativo no acesso das pessoas às escolas ou a oportunidades de emprego, já que este corredor expresso fica longe da maioria destes locais.

Enquanto isso, a população reclama da superlotação dos meios de transporte público e do alto preço das passagens, além da demora no deslocamento.

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Fonte: site globo.com

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