O drama da meia idade é o aperto dos dois lados

Com pais e filhos mais dependentes, brasileiros entre 40 e 60 anos concentram parte do orçamento na ajuda à família.

De um lado, os filhos que permanecem em casa por mais tempo. De outro, os pais idosos com maior expectativa de vida. No meio, adultos de meia idade financeiramente achatados com a necessidade de garantir renda suficiente para as demandas familiares, tendo ainda a perspectiva de trabalhar por mais anos com a reforma da Previdência. O fenômeno da geração “sanduíche”, já conhecido em países de economia desenvolvida, tem se intensificado no Brasil diante do aumento da longevidade e do agravamento do desemprego estrutural entre jovens.

A tendência é a situação se agravar, prevê a professora Jordana Cristina, doutoranda em Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No último Censo do IBGE, destaca a pesquisadora, a proporção de pessoas entre 40 e 60 anos que tinham mãe viva cresceu de 43% para 54% entre 1980 e 2010, representando 25 milhões de brasileiros. “São pessoas em potencial para estar na situação de ensanduichamento. Mas não é só a mãe que gera demanda. Ela pode vir de um pai, um sogro, uma sogra”, diz Jordana.

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