No Brasil, o problema é ficar velho antes de ficar rico

O risco é que, com a desaceleração do ritmo de crescimento da população, o país fique velho antes de ficar rico.

Como a estagnação nas economias avançadas afeta o Brasil? Ela significa uma diminuição dos mercados para as commodities brasileiras ou de investimentos no país? Antes de se tornar avançado, o Brasil pode já ter estagnado? “Esses países não consomem tantas commodities há muito tempo”, diz o economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central. “Eles dependem muito mais da China e da Índia, as grandes economias que estão crescendo.” Schwartsman lembra que o cenário foi favorável ao Brasil até 2013, pela combinação de preços altos das commodities com a liquidez abundante.

O risco representado pela estagnação, na visão de Schwarstman, é muito mais político que econômico. “Se os países desenvolvidos não conseguirem voltar a crescer, não poderão absorver, com salários decentes, os trabalhadores que perderam o emprego na indústria. O desemprego nos Estados Unidos está abaixo de 5%, mas os salários não cresceram e parte da força do populismo vem daí”, diz. “Na Europa, há situações mais graves, de gente desempregada em vários países. Começaram a aparecer movimentos antiglobalização. Isso me preocupa mais do que preços de commodities e investimentos.”

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